sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FRASE DO ÁGUIA DE HAIA

"DE TANTO VER TRIUNFAR AS NULIDADES,DE TANTO VER PROSPERAR A DESONRA,DE TANTO VER CRESCER AS INJUSTIÇAS,DE TANTO VER AGIGANTAREM-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS,O HOMEM CHEGA A DESANIMAR-SE DA VIRTUDE,A RIR-SE DA HONRA , A TER VERGONHA DE SER HONESTO." RUI BARBOSA

sábado, 19 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SALMO DE DAVI, DEUS PASTOR DOS HOMENS

SALMO 23 ( HEBREUS ) O SENHOR É O MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ. DEITAR ME FAZ EM VERDES PASTOS. GUIA ME MANSAMENTE AS ÁGUAS TRAQUILAS. REFRIGERA A MINHA ALMA. GUIA ME PELAS VEREDAS DAS JUSTIÇAS ,POR AMOR AO SEU NOME. AINDA QUE EU ANDE NO VALE DA SOMBRA DA MORTE. NÃO TEMEREI MAL ALGUM , POR QUE TU ESTÁS COMIGO. A TUA VARA E O TEU CAJADO ME CONSOLAM. PREPARA UMA MESA PERANTE MIM. NA PRESENÇA DOS MEUS INIMIGOS, UNGE A MINHA CABEÇA COM ÓLEO E O MEU CÁLICE SE TRANSBORDA. CERTAMENTE QUE A BONDADE E MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO POR TODOS OS DIAS DE MINHA VIDA. E HABITAREI NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS .

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Frase de Aristoteles

A GRANDEZA NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS , MAS EM MERECÊ-LAS. ARISTOTELES

sexta-feira, 5 de março de 2010

APRENDA A CHAMAR A POLICIA

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma: -Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!Passados menos de 3 minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.Eu respondi:- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.(Luiz Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 1 de março de 2010

O SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL NA ÁREA DA CARNE

O SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL NA ÁREA DA CARNE Década de 60 com referências às de 40/50 e 70 José Christovam Santos A década de 60 (do século XX) assinalou uma notável expansão da atividade do Serviço de Inspeção Federal (SIF), traduzida em importantes medidas de ordem técnico-administrativa a extrapolar àquelas muitas de suas atribuições regulares. Dessa atuação, resultou em última análise, de imediato e nas décadas que se seguiram, marcantes e auspiciosos ganhos para o Brasil, de modo particular o parque industrial de carne inspecionado, alvo principal visado. Efetivamente, os anos sessenta, os precedentes de quarenta/cinqüênta e os subseqüêntes de setenta, deixaram uma marca indelével na história da Inspeção Federal. Apenas um apanhado dessas realizações do então DIPOA, depois SIPAMA, antigas siglas oficiais do SIF. PLANOS DO SIF ENVOLVENDO A INDÚSTRIA DA CARNE E O REBANHO BOVINO (anos quarenta, cinqüênta e sessenta ) Nas décadas anteriores, de 40/50, o SIF havia iniciado a formulação e execução de Planos de grande fôlego de pós-guerra, dentro os quais sobressaíram: 1º - Plano de abastecimento de carne e de recuperação do efetivo do rebanho nacional de corte (com destaque para o Brasil Central Pecuário e o Rio Grande do Sul), efetivo este fortemente desfalcado pelos grandes, incontrolados e descontrolados abates verificados durante os quatro primeiros anos da II Grande Guerra Mundial. Três medidas fundamentais compuzeram esse Plano: (a) restrição ao abate de vacas pela fixação individual de cotas de matança aos estabelecimentos abatedores (especialmente charqueadas); (b) restrição ao abate de vacas com menos de cinco anos de idade, posteriormente elevada para sete anos quando o rebanho apresentou evidências de recuperação; (c) fixação de peso mínimo para o novílho industrial de corte a ser abatido e obrigatoriedade de cota proporcional de peças de dianteiros em relação a traseiro para a carne de consumo nos açougues, com o fito de assegurar o abastecimento da de segunda, comprometido pelo seu desvio para a industrialização sob a forma de charque e conservas enlatadas na vantajosa e excepcional produção destinada à guerra. 2º - Plano de modernização escalonada e de ampliação do parque industrial de carne, face ao seu subdesenvolvimento em quantidade e qualidade. 3º - Plano de interiorização de matadouros-frigorificos em regiões geo-econômicas adredemente estudadas. Acrescente-se que os matadouros-frigoríficos então existentes, que não eram muitos, todos de empresas estrangeiras vindas para o Brasil em 1915/16, se localizavam, em maior número, no Estado de São Paulo, na área da Grande São Paulo, Santos, Barretos e Cruzeiro (nesta cidade o único nacional); no Rio Grande do Sul, que se seguia a São Paulo, na região fronteiriça; no Estado do Rio de Janeiro, na cidade de Mendes. Os três citados Planos, desde o início marcados pelo êxito, prosseguiram bemsucedidamente nos anos sessenta. O primeiro deles, de recuperação do rebanho, de efeito conclusivo, vez que, já nos meados da década (60), o rebanho nacional de corte se mostrava refeito do desbaste sofrido, o que valeu o retorno do Brasil Central às exportações de carne frigorificadas (“Chilled Beef” e “Frozen Beef”) após longos anos de ausência., paralizadas, melhor ainda esgotadas que foram, por falta de disponibilidade, dois antes do fim da II Grande Guerra. De outra parte, o controle do abastecimento de carne nos grandes centros ( Rio e São Paulo) – incumbência dada ao SIF – ante aos momentos críticos de escasez do produto pelos abates indiscriminados ocorridos, fôra por inteiro conseguido já nos anos 40/50 graças a atuação enérgica, competente e oportuna dos técnicos do então DIPOA, em matéria estranha à sua competência e formação. MODERNIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO PARQUE INDUSTRIAL DE CARNE – ANTECEDENTES O planejamento e a empreitada executiva que envolveram a modernização, a ampliação e a interiorização do parque industrial da carne, conjugados com o aprimoramento e a uniformização da metodologia de trabalho do Órgão e da qualificação do seu pessoal, sobressaíram indubitavelmente como um dos feitos, de médio e longo prazo, da atividade pública no Brasil, em particular do Ministério da Agricultura e de modo particularíssimo do Serviço de Inspeção Federal. A aplicação desse Plano, embora já praticamente esgotada nos anos sessenta em seu contexto, resultou em sólido embasamento para o formidável desempenho do SIF na década de setenta, cristalisando assim, todo um esfôrço bem sucedido e sem descontinuidade de meio século da administração desse Serviço e de sua hierarquia superior. Fato auspicioso quando não comum na área pública empreendimentos que tais assinalados pela longa duração e êxitos programados. Vale a oportunidade para algumas referências históricas sobre o explêndido trabalho da modernização da nossa indústria da carne. O plano, com início no término dos anos quarenta, visava uma mudança radical no panorama do abate industrial da época, muito pouco diferente, aliás, daquele que passou a ser observado a partir de 1915/20 quando o Brasil ingressou nesse tipo de atividade com a inauguração de seu serviço de inspeção sanitária (SIP – Serviço da Industria Pastoril ) e a instalação dos modernos e grandes matadouros-frigorificos de renomadas empresas anglo-americanas que para cá vieram. Objetivavam, essas empresas, de inicio, o abastecimento dos aliados na Primeira Grande Guerra. O panorama de 1920 se caracterizava, de um lado, pela presença recente da modernidade da indústria alienígena, detentora de instalações, métodos e processos e uma variada gama de produtos na época por aqui desconhecidos. Com total aproveitamento da matéria prima, essa produção era representada, entre outros itens, pelas carnes tratadas pelo frio industrial, carnes enlatadas, desidratadas, produtos de salsicharia, produtos gordurosos, resíduos não comestíveis transformados (farinhas)... Nestes avançados estabelecimentos (matadouro-frigorífico) (1) a medicina veterinária brasileira, recém-surgida no País, encontrou o melhor ambiente e as condições adequadas e objetivas para ajudar na formação, de 1921 até os anos setenta, dos seus inspetores de carne, uma especialidade profissional então nova no mundo (2) que viria a ser destaque no extraordinário desempenho do SIF. Nestas empresas de elite, teve, pois, berço de nascimento a Inspeção Federal, e para esta deixaram elas, além de valioso Now Know, o exemplo de seriedade e de caráter e a imagem do dinamismo e do senso prático de sua Organização, que bem as caracterizavam. Foram componentes essenciais no molde da personalidade e na pauta do comportamento do SIF. Essas empresas não mais existem, aqui e talvez no mundo, mas o SIF, e também o Brasil, hão de tê-las, em memória, com gratidão. Do outro lado, no panorama de 20/21, sem qualquer interposição com aquelas empresas, os matadouros municipais, de abastecimento local, e as charqueadas primitivas, estas assinalando no Rio Grande do Sul especialmente, e esparsas no Brasil Central, a fase pré-industrial da carne no Brasil desde o Século XVIII com a elaboração de um único produto: o charque, também o único a condizer com as limitações das condições vigentes na época. No mais, do abate, de modo precário sob todos os aspectos, a exemplo do charque, só aproveitavam o couro e o sebo. Já beneficiadas pelo controle sanitário oficial (até 1933 com o SIP, depois com o SIF), nas três décadas que se seguiram até o princípio dos anos 50 as charqueadas tiveram um relativo progresso no aspecto higiênico e nas instalações com os melhoramentos veiculados pelos inspetores oficiais. Mas não foi muito. A produção era a mesma e os métodos de operação tampouco mudaram. Os trabalhos rotineiros da matança, sem qualquer auxílio de equipamento industrial, ainda se faziam sobre o piso da sala com inevitável comprometimento da higiene, da estética e inviabilisando a inspeção sanitária. A fóra o couro, o sebo industrial também se apresentava como o único subproduto não comestível. Obtido (o sebo) em autocláve com o vapor sob pressão do locomóvel – os únicos equipamentos disponíveis – a via úmida do processo inadequado, em meio a sério e incontornável comprometimento higiênico do ambiente, relegava ao disperdício precioso volume de resíduos proteicos de alto valor biológico. Também, pela mesma razão, uma enorme carga poluente de despojos minerais e orgânicos crús e semiprocessados (ossos, etc), igualmente de potencial valor nutricional e econômico, que era deixada dispersa ou amontoada nos arredores, em abandono, entregue às aves de rapina e roedores, e uma parte considerável se fazia desviada para o córrego. Estudo levado a efeito pelo Ministério da Agricultura na época levantou o extraordinário prejuizo que essa situação acarretava à economia. Enquanto isso, os matadouros-frigoríficos, detentores da tecnologia, utilisando a via seca de moderno (para e época, evidente) equipamento adequado – o digestor a seco (dry rendering) – transformava com a melhor higiene e racionalidade, o material residual em significativa produção de farinhas de carne, de sangue e outros itens de exportação. E sem prejuízo do sebo industrial, da maior reputação pelo charqueador. O patrocínio e a liderança participativa do SIF para a modificação do mencionado quadro constituíu um meritório trabalho de longo prazo, inteligentemente planejado e executado com eficiência, paciência, realismo e seriedade. De passagem, teve a auxiliá-lo muito, e sempre, a Lei 1283/50, que veio a ser regulamentada pelos Decretos 29.651/51 e 30.691/52 com alterações posteriores, os quais embasaram, como embasam, o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (o notável RIISPOA). São estes instrumentos legislativos, após meio século de edição, de plena vigência e de impressionante atualidade. Verdadeiros patrimónios da cultura nacional pelo seu contexto de sabedoria e ensinamentos, de especialidade e pelo que de máxima relevância deram, como dão, em cobertura, em diretrizes e orientação nas situações e realizações de todo porte na importante área por eles abrangida. Matadouros Industriais (1ª Etapa Evolutiva) A regulamentação de 1950 não mais permitia o SIF o registro de charqueadas e outros estabelecimentos congêneres de abate de bovinos nos moldes descritos. Para a modificação do quadro industrial do abate, tomou-se como referência, como precisava ser, o matadouro-frigorífico estrangeiro. Com base numa política realista, a charqueada no seu processo transformativo em Matadouro-Frigorífico, evoluiria (como evoluíu) para um estágio intermediário intitulado matadouro industrial”, que, como se dizia, nada mais era que uma charqueada nova, moderna, porquanto o charque, nesta fase, continuava a ser o produto comestível principal, ou único. No estagio seguinte – a meta do plano – pela incorporação de instalações de frio industrial, o estabelecimento passaria (como passou) à condição de MATADOURO-FRIGORÍFICO, que o habilitava à produção de carnes frigorificadas e outros produtos, inclusive conservas e o próprio charque. Para este estágio, fóra de qualquer programa compulsório, haveria (como houve) estímulos oficiais à medida que a região de localização fosse beneficiada com as indispensáveis condições infraestruturais (de energia e vias de comunicação com os centros de consumo). No matadouro-industrial, as velhas estruturas da sala de matança e dependências conexas das charqueadas eram remodeladas ou construídas novas para funcionar no melhor estilo dos frigoríficos de Chicago. Destacava na matança o processo de “produção em linha” em trilhos aéreos, trazidos pelas empresas estrangeiras, em substituição ao anacrônico de operação no piso, processo que foi implantado por etapas. Outra novidade, a graxaria (e não a “graxeira” no jargão da charqueada). Aqui, além de outros aproveitamentos, objetivava-se a elaboração de farinhas, adubos e rações, como faziam os frigoríficos. Destarte, postergou-se o autocláve do processo à úmido, anti-higiênico e anti econômico, em favor do disgestor-a-seco, com todas as suas vantagens. Para essa transformação, não fácil no inicio e com os seus percalços em razão dos significativos investimentos que demandava, e para os interessados a incredulidade dos resultados pelos supostos prejuízos em queda de rendimento do sebo, o SIF, que já dispunha de apreciável cabedal técnico formado na industria alienígena, apto a ser transferido, tomou importantes medidas estimulativas e de ajuda. Uma delas foi a elaboração de plantas detalhadas das dependências e instalações em jogo, pela zelosa e competente seção de engenharia do Departamento para fornecimento gratuito aos interessados. Duas outras, dentre várias, de sentido estimulativo: 1) concessão de crédito para a importação do equipamento de subprodutos industriais, etc, ainda não fabricado no Brasil; 2) ampliação da cota do abate de vacas (tão do anseio das charqueadas) para as empresas que adquiríssem e instalassem equipamentos industrial de subprodutos. Vencidos os problemas do início com a pertinácia e o valor do SIF e a evidência dos bons resultados, a “segunda edição” das charqueadas, como poderia ser considerada a velha matriz, tornou-se, gradativamente, a realidade natural da segunda metade dos anos cinqüênta, acrescida dos novos empreendimentos vindos a surgir já vasados no mais recente fugurino. Estes novos empreendimentos foram sobretudo resultado do plano de interiorização industrial, passando a ser notadamente vistos nas áreas recomendadas: no Brasil Central em maior número, mas também no RGS PR, ES, BA (3), NE, PA (Belém) e AM (Manáus). Muitos desses novos estabelecimentos (2ª metade dos anos 50-inicio de 60) já antecipando a 2ª etapa do plano oficial, que era a incorporação do frio industrial com a instalação de câmaras frigoríficas, concorreram também para mudar a feição do parque industrial em vários pontos do Pais. Foram, matadouros-frigoríficos de grande porte, de concepções avançadas, que vieram a marcar época no setor (4). O fato concreto é que, vencida a década de 50, não se encontrava mais, em qualquer parte, sob Inspeção Federal, charqueadas de estilo primitivo. Vale acrescentar que as charqueadas consignadas no Plano Nacional de Padronização do SIPAMA de 1967 na verdade já eram matadouros industriais produtores de charque, muitos (talvez mesmo todos) com frio incorporado para refrigeração de carnes. A década de 50 que findava e a de 60 que iniciava ainda assinalaram dois eventos de grande importância relacionados com a indústria que então operava sua grande transformação, nos quais, como sempre, esteve ativamente presente o SIF. O primeiro, diz respeito ao surgimento e desenvolvimento da indústria nacional de equipamento para matadouros-frigoríficos, dir-se-ia melhor, para a industria da carne em geral. Como mencionado, no inicio dos primeiros matadouros-frigorificos, fruto do programa de transformação imprimido pelo Ministério da Agricultura, o equipamento para o aproveitamento racional dos subprodutos de graxaria e para outros fins foi importado. Com a multiplicação e progresso daqueles estabelecimentos e dos matadouros-frigoríficos que se seguiram, a indústria metalúrgica brasileira passou a fabricá-los para atendimento da crescente demanda, inclusive da variedade de maquinário e utensílio do abate e da industrialização da carne. Foi nesse sentido importantíssimo o papel desempenhado por empresas nacionais pioneiras nessa área no Pais, até há pouco existentes, devendo ser lembradas, em São Paulo, a Indústria Mecânica Hermann, Industria Mecânica Arnaldo Teixeira e Tecmafrig S/A, no Rio Grande do Sul a Arno Stratmann e em Minas (Araguari) Eugenio Nasciuti, depois Lunasa. Cederam bem mais tarde lugar a um semnúmero de outras da mais variada especializada tecnologia, hoje operando no mercado. Aquelas empresas, notadamente a Hermann e A. Teixeira, trabalhando interadas com técnicos do SIF, idealizaram notáveis concepções em projetos de matadouros-frigoríficos que se tornaram clássicas. No final da década de 60 e começo de 70, com a verdadeira avalanche de novos frigoríficos e outros estabelecimentos desencadeada pelo grande programa da Federalização da Inspeção Sanitária, surgiram concepções ainda mais avançadas da mesma autoria, que no seu conjunto passaram a construir ao que veio a ser denominado de O Projeto Brasileiro de Matadouro-Frigorífico, mundialmente conhecido. O 2º evento foi o surgimento dos grandes estabelecimentos formuladores e produtores de rações animais em face do altamente significativo e progressivo aumento da produção de insumos: milho, soja e subprodutos de matadouro, estes últimos por sua vez decorrente de ampliação consideravel e da modernização da industria de abate, de bovinos especialmente. O aumento da produção de rações, mais pronunciadamente a partir dos anos sessenta, alem da contribuição destacada no progresso havido na suinocultura nacional, levou aceleradamente, nas décadas que se seguiram, a espetacular grandiosidade da avicultura industrial de corte da atualidade e, com isso, o fantástico abate de frangos no País nos imensos estabelecimentos abatedores que surgiram nos últimos anos, com destaque para o sul do Brasil. Mais uma vez o SIF teve atuação fundamental. Foi pois o programa da Federalização – transição dos anos 60 para 70 – que induziu a avicultura brasileira aos formidáveis empreendimentos da região sul, o que vale, hoje, a posição de liderança do Brasil no mercado mundial de carne de aves. Matadouros Frigoríficos (2ª Etapa Evolutiva) Em novembro de 1967, pelos números do SIF, o parque industrial de carne sob sua inspeção assim se configurava: Matadouros-Frigoríficos.............................107 Matadouros Industriais............................... 23 Fábricas de Produtos Suínos........................ 76 Fábricas de Conservas de Carnes................. 30 Entrepostos Frigoríficos.............................. 2 Entrepostos de Carnes e Derivados............ 28 Fábricas de Produtos Gordurosos............... 14 Matadouros de Aves e Coelhos.................. 17 ____ Total...........................................................307 Nota-se que as charqueadas não figuram na relação. Realmente, deixaram de constar a partir dos anos 50 quando, como já se abordou, iniciou-se a sua transformação, ou sua substituição, em ou pelos matadouros industriais. Estes, por sua vez, desapareceram por completo no final da década (60), ampliados que foram, numa 2ª etapa da evolução, em matadouros-frigoríficos, como sucedera antes, ainda nesta década, com a maior parte dos 107 (mat. frigºs) que compõem a relação. A outra parte desses estabelecimentos não queimou etapas. Foi construída de um só lance, na mesma década, no melhor estilo, e, para isso, houve, quase sempre, suporte de financiamento oficial, para o qual teve voz o Ministério da Agricultura (DDIA). Desta maneira, pode-se de certa forma concluir que os anos sessenta – que se revelaram extremamente férteis no desempenho do SIF – assinalaram o desfecho exitoso dos planos elaborados em 1945 para revolucionar a qualidade e a dimensão do parque industrial da carne do Pais. Este desfecho só não teve um sentido temporal de consolidação porquanto a dinâmica natural do progresso projetou as conquistas técnicas e empresariais obtidas para a década seguinte de 70, quando serviram de lastro forte para o novo e grande salto que o mesmo parque deu com o Programa da Federalização da Inspeção Sanitária. Particularidades da Década de Sessenta Para fazer face as suas responsabilidades técnicas próprias e assistenciais, em face das novas e amplas dimensões ganhas em tamanho, qualidade e diversidade pelo parque industrial de carne, o SIF tomou uma gama de iniciativas de ordens técnica e administrativa que se revelaram do maior valor, a seguir resenhadas. a) Revisão do RIISPOA O RIIPOA foi revisto pelo Decreto 1255, de 25-6-1962. A revisão foi fruto de um longo e meticuloso trabalho de uma comissão especialmente formada de especialistas do SIF com a audiência técnica de pessoal da casa, da industria em geral e segmentos oficiais interessados na matéria. Esta revisão foi a ultima por que passou o RIISPOA; as seguintes foram objeto de diferentes normas técnicas complementares do Regulamento, expedidas em anos seguintes. b) Instalação de Armazéns Frigoríficos para Estocagem de carne Foi um Plano objeto do Decreto nº 51.457/1962 que visou atender às necessidades advindas do crescimento do parque industrial de carne e suas perspectivas futuras, dos planos de estocagem para regulação do abastecimento na entressafra que passaram a ser elaborados, bem como aos corredores de exportação que se projetavam à reabertura com maior intensidade pela participação dos novos intervenientes, ou sejam, as empresas de carnes genuinamente nacionais que surgiram nesse período. Concretamente, este Plano veio a ter um papel de fundamental importância no ciclo da carne e os seus resultados favoráveis têm sido permanentes, especialmente nos últimos tempos com a avalanche das exportações de carne. c) Normas Higiênicos-Sanitarias e Tecnológicas para exportação de carne Este documento foi aprovado pela Circular nº 588m de 14-07-1965, do Diretor do SIPAMA, Pela oportunidade, vale considerações mais amplas. Documento técnico, bem elaborado, de feitio didático, com versão para o inglês, teve uma enorme importância para o setor da carne em geral, na época carente de conhecimentos específicos; para o País em seu prestígio internacional dada a repercussão favorável nos países importadores, e de modo todo particular para o SIF, como demonstração de sua capacidade. As normas vieram atender os estabelecimentos que emergiam atualizados em face do planejamento oficial de modernização, em seus anseios de exportação, aquela feita em concorrência com seus congêneres e paradígmas alienigenos, anseio que também era manifestamente do governo. Dentre as minudências técnicas que apresentavam de comprimento compulsório ou de sugestões, relativamente ao trabalho pertinente ao SIF e ao relacionado às posturas e desempenho dos estabelecimentos com implicações sanitárias e a padrões de exportação, - as Normas traziam duas delas que pela oportunidade, pelo sentido sanitário e operacional e a repercussão favorável que tiveram, inclusive fora do País, valem um destaque especial. A la refere-se ao seu inciso 5.1., no qual exige-se que a Seção de Desossa da indústria trabalhe em ambiente de ar condicionado à temperatura máxima de 16ºC. A exigência decorreu, como decorre, na necessidade de se proporcionar aos operários em serviço as indispensáveis condições e conforto em razão do fechamento que passou a ser requerido da dependência para que as carnes expostas em elaboração não fossem comprometidas pela contaminação das emanações poluentes vindas do meio externo através das janelas, portas e aberturas. Antes, essa situação ocorria para comprometimento da produção. Não houve e nem se cogitou de outra razão. Vale o ensejo para acrescentar que a artificialização do ambiente de desossas, com o advento das Normas, passou a ser uma exigência desclassificatória dos estabelecimentos que não a atendessem, de parte dos países importadores (estendidas a outros exportadores), de modo especial o Mercado Comum Europeu e seus seguidores em programas sanitários. Mas o estranhável é que a exigência passou a ser cobrada à baixa temperatura de 12ºC e ultimamente a 10ºC (?!) sob a alegação de que, nessas temperaturas a carne em trabalho está efetivamente protegida das deletérias contaminações microbianas (salmonelas, listerias, etc). Curiosamente, ou dir-se-ia melhor, sintomaticamente, à exigência do importador seguiu-se à da iniciativa do exportador (Normas) em um detalhe que nunca antes ele, importador, impôs qualquer condição, haja vista que em seu paises as desossas funcionavam, como ainda devem funcionar, inteiramente abertas, expondo as carnes às contaminações exteriores. Ainda o que torna questionável e mesmo de duvidosa intensão a exigência é o esquecimento de que o trabalho das desossas tem características uniformemente dinâmicas, não havendo tempo material para um significativo aumento da temperatura da carne durante a breve permanência no recinto para desencadear a evolução de um processo microbiano. Mas finalmente, à titulo de comentário, o que deve ser importante, no caso, são as implicações várias que resultam da exigência dos 10ºC: aumento do custo operacional visto que para a descida da temperatura a 10ºC em volume de espaço industrial consideravel não custa pouco para um tipo de industria de baixa rentabilidade como é a da carne; problemas trabalhistas por sobretaxa no valor das horas trabalhadas e custo com roupas adequadas às baixas temperaturas; insalubridade industrial, desconforto no trabalho, etc. A 2ª minudência diz respeito a adoção da chamada “esfola aérea”, prevista, como recomendação, no inciso 4.10 das Normas. Neste processo , tudo fazendo crer de origem canadense, o bovino abatido é totalmente esfolado dependurado na instalação do trilho aéreo da sala de matança, com a movimentação contínua na linha procedido por transportador mecânico (nória). As operações da esfola são executadas com os operários trabalhando sobre plataformas de diferentes alturas sendo que o sistema de transpasse, no trilho, das pernas do animal, constitui o ponto chave para a praticabilidade da operação aérea. O novo, racional e revolucionário processo redesenhou uma grande parte da área da sala de abate eliminando com significativas vantagens operacionais, higiênicas e estéticas a chamada “praia de matança”, onde os animais depois da sangria, em operação descontínua, eram descidos, por guinchos mecânicos, em “camas” sobre o piso e ai esfolados, para, em seguida, sua ascenção, por outros guinchos ao circuito normal. Embora a nova instalação de “esfola aérea” não tivesse caráter compulsório, foi, pelas inquestionáveis vantagens e sentido de modernidade, tacitamente aceitas, passando a ser dentro de curso lapso, uma realidade em toda a parte. Hoje é parte normal do sistema de matança. Esta e outras posturas trazidas pelas Normas de Exportação foram pela primeira vez aplicadas nos estabelecimentos do Rio Grande do Sul, um bom numero deles pertencentes às Cooperativas de Carne Gaúchas, que vinham de ser transformados em matadouros-frigorifícos após vivido as etapas da evolução. Estes estabelecimentos, a exemplo dos de outras regiões, tinham pretensões ao comércio exportador, o que veio a se concretisar. O SIF prestou (sempre na década de 60) a esses estabelecimentos gaúchos, então carentes de qualquer experiência internacional, relevante ajuda em termos de instalações, ajuste de equipamento e de operacionalização, de forma que em atendento às condições fixadas nas Normas, pudessem ter o êxito que tiveram no terreno das exportações. Neste particular, o notável trabalho assistencial emprestado pelo brilhante especialista Dr Ruy Brandão Caldas áquelas Cooperativas, em sua longa estada no Rio Grande do Sul a serviço da Diretoria do SIPAMA, e pelo excelente chefe da INPRO no RGS, Dr. Domingos Collares Mesquita mereceram os mais calorosos encômios da parte das autoridades riograndenses, em especial de Sua Excelência o Secretario da Agricultura do Estado, vivamente interessado na empreitada. Cerca de um ano após a edição das Normas (1966) o Brasil começou a receber com mais freqüência a visita de inspeção de missões sanitárias de vários países, em especial dos Estados Unidos, Mercado Comum Europeu e Suíça em face especialmente das solicitações do nosso governo para aprovação dos estabelecimentos surgidos. Era a oportunidade que tinham essas missões de “conferir” as condições dessa industria em face das Normas, ainda recentes. As aprovações passaram a ser uma constante dada as excelentes condições apresentadas às visitas que não deixaram de cumular elogios ao serviço brasileiro de inspeção, a exemplo daquele expresso pelos Estados Unidos, através de seu Departamento de Agricultura normalmente parcimonioso em manifestações dessa ordem: “ No caso do Brasil temos a satisfação de informar que os Estados Unidos reconhecem ser o sistema de inspeção de carnes brasileiro comparável ao organizado e mantido neste pais.” No Rio Grande do Sul, os estabelecimentos merecem total aprovação das missões estrangeiras que os visitaram, inclusive da França, em maio de 1967, que vale um registro especial em face do inusitado e mesmo pitoresco da visita. O governo do Rio Grande do Sul tinha particular interesse nessa visita para atar acôrdo comercial com aquele país e abrir as exportações de carne do Estado. A chamada “Missão Francesa” era chefiada pelo veterinário do governo francês Dr. Germain Delpech e constituída por adidos comerciais da França no Rio de Janeiro e São Paulo. Na visita programada aos oitos frigoríficos e a um entreposto-frigorífico localizados em diversas cidades do Estado, especialmente ao longo da fronteira, a missão constituíu sempre um séquito numeroso, com destaque naturalmente pra o Dr. Delpeche e adidos comerciais, o Dr. Ruy Brandão Caldas a época Diretor do SIPAMA, Dr Domingos Collares Mesquita – chefe da INPRO no RGS, Dr J.Christovam Santos e Gilvan A. Maciel da INPRO de São Paulo, técnicos do Ministério e da Secretaria da Agricultura e pela figura simpaticíssima, cordial e eficiente de Sua Excelência o Sr Secretario da Agricultura do Estado, Dr Luciano Machado, que reservou um semana de seus augustos afazeres para acompanhar a Missão Francesa. O Dr. Luciano Machado, político de boa cepa e que acabou por se tornar naturalmente a figura central da viagem, menos pela sua condição de Secretário de Estado mais pela sua cativante personalidade, - cordial e formal de acordo com os momentos, - foi absolutamente impecável na organização e andamento do programa. Mesmo quando teve que forçar para o visitante ilustre uma demonstração de eficiência do seu não muito, na época, consistente serviço de campo de Defesa Sanitária Animal, um dos itens da visita do inspetor francês. E o fez com categoria num encontro “acidental” da comitiva com uma boiada tangida por uma estrada empoeirada do itinerário. O peão encarregado do gado ao ser solicitado pelo competente Certificado Sanitário do gado, não teve dificuldade de pronto de apresentá-lo com um ar simulado. Também, depois, não se sabe como conseguiu “convencer” o Dr. Delpeche a não visitar o Matadouro Municipal, visita por este tão pretendida. Matadouro municipal è local proibido e ponto vulnerável em qualquer visita de inspeção. Em qualquer parte. Também na França. O Sr. Secretário para marcar a importância da visita e dar-lhe o caráter algo solene e formal, comunicou com antecedência os prefeitos e autoridades militares (era tempo de revolução) das cidades por onde passaria a comitiva (que viajava em um frota de aviões próprios para descer em qualquer campo) para recebê-la com as honras de estilo nos aeroportos locais com a bandeira tricolor da França drapejando no mastro. Depois das visitas técnicas, o Dr. Delpeche era solicitado a receber com discursos na Prefeitura ou no clube principal as homenagens da cidade. Os Drs Ruy Caldas e Luciano Machado, ótimos oradores, enriqueceram essas homenagens, com a cobertura da imprensa. Na importante cidade de Rio Grande, ultima etapa técnica da viagem, a recepção organizada para o Dr Delpeche e comitiva no engalanao clube local (o tradicional Comercial) pode-se dizer que alcançou o paroxismo. A comitiva adentrou o salão aos som da Marselhesa executada por uma banda, com a bandeira naturalmente presente, e as exclamações “vive la Françe”. O Sr. Almirante interventor do município, presidente da mesa de recepção, pronunciou o discurso cívico-gongorico em francês, exaltando a França e o recepcionado. O sr. almirante era um ardente aficcionado da França. O Dr Delpeche, que antes confessara agradavelmente surpreso com as manifestações por onde passara respondeu agradecendo em termos emocionados em meio aos aplausos e os “vive la Françe” do auditório. E tudo terminou, neste dia, com os comprimentos emocionados novamente ao som da Marselha para o orgulho patriótico do ilustre visitante e a alegria dos que fizeram a festa. Em Porto Alegre de onde partira de volta para a França, o Dr Delpeche, a esta altura com os indisfarçados ciúmes de seus companheiros de Missão, no salão do luxuoso hotel, foi homenageado mais uma vez pelo Sr. Secretario, que o presenteou com os símbolos do Rio Grande do Sul: um conjunto de prata para o chimarrão e uma estatueta de gaúcho típico (naturalmente lançando o laço). Derramou algumas lagrimas de despedida e afiançou que um dia voltaria para rever o povo do Brasil. Ate hoje não voltou, mas confessa a amigos brasileiros que o visitam na França que tem saudades e afeição pelo Brasil. Deixou na sua volta à França aprovados todos os estabelecimentos visitados. Fez, com isso simplesmente justiça porque todos eles foram muito bem preparados para recebê-lo: no trabalho da própria Inspeção Federal, nas instalações industriais e na operacionalidade. Homenagens aos Drs Luciano Machado, Ruy Brandão Caldas e Domingos Collares Mesquita que souberam com maestria como fazer tudo isso. d) Plano de Padronização e Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal – SIPAMA - DDIA Em 1967, o SIPAMA-DDIA elaborou um extraordinário documento de 47 folhas com um grande numero de anexos, cujo titulo vai expresso na epigrafe deste tópico. Documento que pelo seu rico, amplo e diversificado conteúdo honra os foros de trabalho e de cultura e as melhores tradições de uma Organização, só encontra paralelo, em seu mérito, com os do seu próprio relator, o insigne Professor Dr. Miguel Cione Pardi, um dos muitos monstros sagrados, seguramente o maior deles, da brilhante constelação do Serviço de Inspeção Federal, a quem este Órgão e o País devem os mais assinalados serviços. Com esse notável Plano de Padronização, que veio a ser aplicado na grande maioria dos itens previstos, o SIF dispôs dos necessários elementos para fazer face as suas enormemente ampliadas responsabilidades técnicas e administrativas no anos finais da década de sessenta e principalmente com o transcendental programa da Federalização da Inspeção Sanitária dos anos setenta. Pode-se mesmo afirmar, com segurança, que dificilmente esse programa teria condições de ser levado a efeito com os êxitos que obteve, se não fosse os suportes infraestruturais do Órgão de Inspeção alicerçados no Plano em lide. O contexto preambular deste plano e a sua própria íntegra, em anexo, dizem melhor do que quaisquer comentários adicionais. e) Centro de Treinamento em Inspeção de Carnes Nos anos sessenta o SIF instalou em Barretos, em sua ampla e excelente sede junto ao Frigorífico Anglo, o seu Centro de Treinamento em Inspeção de Carnes, destinado a preparação técnico-administrativa de seu pessoal vinculado á área de carnes e derivados: médicos veterinários inspetores e auxiliares técnicos. Com cursos de treinamento dados em suas aulas práticas no ambiente industrial do modelar Frigorífico Anglo e teóricas na séde da IF, por eméritos professores, entre os quais sobressaíram os Professores Doutores Eloy Hardman C. Albuquerque. Yacir Francisco dos Santos e Elmo Rampini de Souza, em tempo integral, e outros abalizados professores visitantes, o CT de Barretos preparou diversas turmas de excelentes inspetores. Hoje exercem no País todo os seus misteres com brilho e responsabilidade. Um dos objetivos do Centro, alem do aprimoramento técnico do pessoal, foi a padronização do Serviço, em seu critérios e procedimentos, o que fez com muito êxito. Infelizmente, tem estado desativado há alguns anos. Contribuindo de forma eficiente no treinamento e na especialização dos médicos veterinários inspetores do SIF , a Faculdade de Fluminense de Medicina Veterinária, em Niterói – RJ mantinha em convênio com este Serviço um curso especial em tecnologia e inspeção de carnes que concorreu com largos méritos para o elevado padrão técnico-cientifico que identificava o corpo técnico da Inspeção Federal. f) Manual Técnico em Inspeção de Carnes No final da década (60) a INPRO de São Paulo, com anuência da Diretoria do SIPAMA, com a rica experiência vivida naqueles anos, elaborou o manual técnico intitulado INSPEÇÃO DE CARNES -: I-BOVINOS, editado em janeiro de 1971. Deveu-se essa iniciativa ao amparo e estimulo do Sr Diretor Feral do DDIA, Dr. José Freire de Faria, que, inclusive, propiciou os meios para visita de técnicos aos Estados Unidos para colher informes e sugestões sobre a matéria. O âmbito do Manual é a inspeção “ante” e “post mortem” , cuidando : 1) da padronização da respectiva técnica; 2) da metodologia das praticas higiênico-sanitárias das instalações e dependências envolvidas; 3) Padronização do equipamento envolvendo a inspeção “ante” e “post-mortem” e sugestões à industria de abate e de equipamentos na elaboração de projetos, com ênfase para a sala de abate, instalações de currais e anexos. Este manual foi o grande responsável pelo novo impulso dado nos inúmeros matadouros-frigorifícos que surgiram ou se atualizaram, com belíssimas e avançadas instalações durantes os anos da Federalização – 1970-75 (5). Pode-se afirmar que foi o documento da década de 70. Este manual foi filmado em todas as fases e detalhes da inspeção “ante” e “post-mortem”. Exibido em 1971 no New Zeland House, de Londres, na sua versão em inglês, durante reunião do “Codex Alimentarius” que tratava justamente de matéria alusiva a inspeção “ante” e “post mortem”, o filme, ao cabo de sua apresentação, foi longamente aplaudido, de pé, por mais de 300 delegados de vários paises participantes do encontro. A delegação brasileira foi vivamente cumprimentada e recebeu inúmeras solicitações de cópia do filme brasileiro. A imprensa brasileira noticiou o evento, sem maiores comentários, alias. Finalmente, o Manual de Inspeção de Carnes constituíu uma referência bibliográfica de primeira linha nas aulas do Centro de Treinamento de Barretos. E é ainda hoje guia de orientação para os estabelecimentos do ramo e de escritórios de projetos. ********************************************************************************** NOTAS DE RODAPÉ (1) Os mat.frigºs pertenciam às companhias norte-americanas Armour, Swift e Wilson e a inglesa Anglo. CO. (pág 3) (2) O grande professor francês Maurice Pietre, da Escola de Vet. De Alfort, como contratado da então recente Escola Sup de Méd. Vet.do R. Janº, ministrou, neste estabelecimento, em 1921, a primeira aula de inspeção de carne no mundo. Um dos s/alunos, da sempre lembrada turma egressa naquele ano, foi Affonso Silvretre Scharra, tradutor p/o português da célebre obra de Pietre “Inspeção de Carnes” em 2 volumes. O prof. Scharra foi um dos baluartes do SIF. (pág 2) (3) Matadouro Industrial de Feira de Santana e a charqueada de Barreiras, esta sempre lembrada pela figura folclórica de seu proprietário Geraldo Rocha, respeitado jornalista proprietário do jornal carioca o Mundo. (pág 5) (4) Frgº. T. Maia de Araçatuba e Mouram de Andradina, grandes investimentos de dois notáveis capitães-de-indústria da época, Sebastião Maia (Tião) e Antonio de Moura Andrade; Frigº Minerva e Bandeirante, ambos de Barretos - SP; Frigº. Morandi de Ribeirão Preto; Frigº São Carlos – SP; Frigº de Canoas, grande empreendimento (de vida efêmera) do RGS; no Estado de MG os importantes Frigº Caiapó e Omega de Uberlândia, próximo a Belo Horizonte o “ciclopico”estatal da FRIMISA; no norte do Estado mais 3 modernos Frigºs; FRIMA em Mato Grosso, Campo Grande, um dos primeiros, se não o 1º mat. Frigº nacional de ciclo completo projetado por Otto Pecego, pioneiro do SIF; em Goiás os Frigºs MAGO de Anapolis, MATINGO de Goiânia e Brasil Central de Pires do Rio. Faltam outros que deixam de ser mencionados por não se dispor de elementos.(pág 6) (5) Somente nos Estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram 35 (trinta e cinco) matadouros-frigoríficos de bovinos, entre novos, ampliados e totalmente reformados e modernizados (equivalentes a novas construções). Todos de porte médio para grande (pág 14) REFERÊNCIAS 1 – MEMÓRIA DA INSPEÇÃO SANITÁRIA E INDUSTRIAL DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL NO BRASIL. – Miguel Cione Pardi – 1996 – Conselho Federal de Medicina Veterinária – Brasília/DF. 2 – NORMAS HIGIÊNICO–SANITÁRIAS E TECNOLÓGICAS PARA EXPORTAÇÃO DE CARNES – 1966 – Ministério da Agricultura – DDIA – SIPAMA (Serviço de Informação Agrícola. SIA) 3 – O SIPAMA E O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA DE CARNES EM SÃO PAULO, GOIAS E MATO GROSSO – José Christovam Santos – 1969 – Curso sobre Inspeção Sanitária de Alimentos de Origem Animal (pág. 26 a 41 ) – Sociedade Paulista de Medicina Veterinária – vol. 1º. 4 – VISITA DA MISSÃO FRANCESA A MATADOUROS FRIGORÍFICOS DO RIO GRANDE DO SUL – José Christovam Santos e Gilvan de Almeida Maciel – 1967 – Boletim da ETIPOA (pág 22 a 25) Nº 4, Fevº 1969, Ministério da Agricultura, Escritório da Produção Animal (EPA). **************************

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ESPERANÇA

Esperança Autor Mário Quintana Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas Todas as buzinas Todos os reco-recos tocaremAtira-se E— ó delicioso vôo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, Outra vez criança... E em torno dela indagará o povo:— Como é teu nome,meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá(É preciso dizer-lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MENSAGEM EXTRAORDINÁRIA

É de arrepiar!!! Salmo 100 : 4 (Para os que não crêem, é uma excelente história)‏ . Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu. Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto. Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida. O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ' Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor. Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101.º andar do World Trade Center Twin Towers. (Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand) 'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4

LINDA MENSAGEM

LINDA MENSAGEM Uma empresa estava contratando um novo funcionário. Uma parte do exame de seleção consistia em responder à seguinte questão,por escrito: Numa noite de tempestade. Você estava dirigindo o seu carro com dificuldade. Ao passar por um ponto de ônibus , você vê que o veículo passa direto , ignorando as três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte. Verifica que essas pessoas são: 1- Tua mãe , precisando ser hospitalizada; 2-Um médico que salvou sua vida no passado , e 3- O grande amor amor de sua vida...Eu!! No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Qual você escolhe? Por favor justifique sua resposta. Pense antes de continuar . Este é um tipo de teste de personalidade. Cada resposta tem uma razão de ser. Você poderia pegar tua mãe doente, ficaria com a consciência tranquila. Ou você pegaria o seu médico , porque ele , uma vez salvou sua vida. Seria a chance perfeita para demonstrar sua gratidão. No entanto poderia fazer isso em outra ocasião. Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor de sua vida , se deixasse passar essa chance. Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação.Ele nem precisou explicar a resposta. O que ele disse? Adivinhe? Ele simplesmente respondeu. " Daria a chave para o médico. Deixaria ele levar a senhora doente para o hospital e ficaria esperando pelo ônibus com a mulherdos seus sonhos" As vezes ganharíamos muito mais se estivéssemos dispostos a abrir mão de nossas teimosas limitações. Abraços e felicidades a todos.

ATIVIDADE EXCLUSIVA DO MÉDICO VETERINÁRIO

COLÉGIO BRASILEIRO DE MÉDICOS VETERINÁRIOS HIGIENISTAS DE ALIMENTOS – CBMVHA carta enviada ao Excelentíssimo Deputado Federal Dr. Flávio Bezerra Pelo presente, encaminhamos a manifestação do Colégio Brasileiro de Médicos Veterinários Higienistas de Alimentos, em relação ao Projeto de Lei n° 3352/08, de Vossa Excelência que tramita na Casa Legislativa – Câmara dos Deputados. Temos plena convicção que os instrumentos jurídicos pontuados no presente documento, ora encaminhado irão oferecer subsídios esclarecedores, demostrando de forma cristalina que o Médico Veterinário, tem no exercício privativo – a inspeção higiênico, sanitária e tecnológica dos produtos de origem animal em todas as suas etapas, não cabendo a outro profissional esta atividade ou função. Aspectos legais: Nos restringiremos à legislação mais atual, perseguindo uma tradição que vem desde 1915, quando deu-se a primeira regulamentação nacional a propósito da “inspeção de fábricas de produtos animais” (Decreto n° 11.462, de 27.01.1915), quando ficou expressa a atribuição do Médico Veterinário na atividade . Em seguida a vários atos, a Lei n° 1.283, de 18.12.1950, passa a reger a matéria até os dias atuais, através do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem animal ( Decretos n°s29.651, de 11.07.51 e 30.691, de 29.03.52), alterado pelo de n°s 39.033, de 30.04.56 e pelos decretos, do Conselho de Ministros de n°s 1.255, 25.06.62, 1.236, de 02.09.94, 1.812 de 08.02.96 e 2.244 de 04.06.97), as quais tem o Médico Veterinário como responsável pela inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos de origem animal. A base científica do Médico Veterinário reúne disciplinas no que respeita a Bacteriologia, Virologia, Histologia, Biofísica, Anatomia dos Animais, Patologia Geral, Fisiologia dos Animais, Imunologia, Parasitologia, Anatomia Patológica, Aqüicultura e Pesca. No ciclo profissional, as disciplinas especializadas da Medicina Veterinária, da Zootecnia, da Tecnologia de Pescado e Derivados, Tecnologia de Carnes e Derivados, Tecnologia de Aves e Ovos e Derivados, Tecnologia de Leite e Derivados, Tecnologia de Mel e Derivados, consta em seu currículo disciplinas especificamente voltadas para Controle Físico Químico dos Produtos de Origem Animal, Controle Microbiológico dos Produtos de Origem Animal e a Inspeção Higiênico Sanitária de Produtos de Origem Animal e para Saúde Pública. A Constituição Federal de 1988, no Título II – Dos Direitos Fundamentais, Capítulo I – dos Direitos e Deveres Individuais e coletivos, estabelece em seu artigo 5°: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se ao brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. A Carta Magna estabelece em seus princípios os deveres, caracterizando no mesmo artigo 5°, inciso XIII – “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Na legislação que regulamenta o exercício da profissão de Médico Veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária, Lei n° 5.517, de 23/10/1968, estabelece: Artigo 2° “Só é permitido exercício da profissão de Médico Veterinário: a) portadores de diplomas expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas e registradas na Diretoria do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura. b) aos profissionais diplomados no estrangeiro que tenham revalidado e registrado seu diploma no Brasil” No Código Penal Brasileiro, seu Capítulo VI – “Das Contravenções relativas à organização do trabalho” – Exercício ilegal da profissão ou atividade; explícita em seu artigo 47. “Exercer Profissão ou atividade econômica ou anunciar que exerce, sem preencher as condições a que a lei subordinado o seu exercício.” Pena – prisão simples de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa. Novo dicionário – Aurélio da Língua Portuguesa – 2ª Edição – Revista Ambliod, observamos: exercer (do latim exercere) significa preencher os deveres, as funções ou obrigações inerentes a um cargo. Do exercício, está assim definido, ato de exercer a prática, uso, exercitação. Qualidade (do latim qualitate), propriedade atributo ou condição das coisas ou das pessoas capaz de distinguir-las das outras e de lhe determinar a natureza. O projeto se propõe a autorização ao engenheiro de pesca, para desempenharem função de inspeção e fiscalização de pescado, em todo território nacional, nos locais que manipulem, fabriquem, transportem e comercializem. A princípio, o Projeto em apreço se mostra incompatível e conflitante com a legislação nacional existente e com as normas internacionais exigidas para exportação. O âmbito federal, estadual e municipal, as atividades relacionadas à inspeção higiênico, sanitária e tecnológica de produtos de origem animal, são de competência exclusiva do médico veterinário, não apenas pela tradição histórica e de sua aptidão profissional, mas também por força do Decreto n° 23.133, de 09/9/1933, que, ao regulamentar o exercício da profissão veterinária no Brasil, estabelece como função privativa atestar o estado de sanidade de animais domésticos e dos produtos de origem animal, em suas fontes de produção, fabricação ou de manipulação. Esta condição foi ratificada e explicitada através da Lei n° 5.517 de 23/10/1968, que criou os Conselhos de Medicina Veterinária e dispõe sobre o exercício da profissão, privatizando a inspeção e a fiscalização, sob o ponto de vista sanitário, higiênico e tecnológico nos estabelecimentos de produtos de origem animal. O exercício profissional está regulamentado por legislação própria que define a competência profissional, todas têm sua especificidade e privaticidade de seu exercício. No caso do Médico Veterinário a Lei n° 5.517/68 e o seu Decreto Regulamentar 64.704/69 que disciplinam esta profissão dispõe expressamente: __________________________________________________________________ DECRETO 64.704/69 Art.2° - É competência privativa do Médico Veterinário o exercício liberal ou empregatício das atividades e funções abaixo especificadas: [...] c) direção Técnico Sanitária dos estabelecimentos industriais, comerciais, de finalidades recreativas, desportivas, de serviço de proteção e de experimentação, que mantenham, a qualquer título, animais ou produtos de origem animal; f) inspeção e fiscalização sob os pontos de vista higiênico, sanitário e tecnológico dos produtos de origem animal e dos matadouros-frigoríficos, charqueadas, fábricas de conservas de carne de pescado, fábricas de produtos gordurosos que empreguem como matéria prima produtos de origem animal, no todo ou em parte, usinas, fábricas e postos de laticínios, entrepostos de carne, leite, pescado,, ovos, mel, cera e demais derivados do reino animal, assim como inspeção e fiscalização dos estabelecimentos comerciais que armazenem ou comercializem os produtos citados nesta alínea; [...] LEI 5517/68 No artigo 6° da Lei n° 5517/68, lhe outorga competência para, no exercício de atividades e funções públicas ou particulares, execre a “padronização classificação dos produtos de origem animal” e “os exames periciais tecnológicos e sanitários dos subprodutos da indústria animal”. Assim sendo independentemente de sua ação sob o ponto de vista econômico na criação e na defesa sanitária nas diversas espécies de animais, age ele, desde a fase primária da produção, também na profilaxia da zoonoses (doenças dos animais que se transmitem ao homem) por diversos meios como ingestão de alimentos, contato, inalação, dentro dos sadios princípios da medicina preventiva. Os trabalhos de inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos de origem animal, se inserem por sua vez também, naqueles princípios preventivos da saúde pública, ostentando sua ação muito além do campo das zoonoses ou daquelas doenças transmissíveis ao homem que hoje contam-se em número superior a 150 (cento e cinqüenta). No que diz respeito à sua condição de tecnologista, atribuição constante no seu currículo, constituindo-se como um suporte científico básico que lhe permite o exercício eficiente da atividade, há que sobrelevar-se conhecimentos de biologia que o leva a conhecimento em profundidade as matérias de zootecnia, genética, entre outras, indepentendemente do aporte que lhe oferece a patologia e a própria inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos de origem animal e saúde pública, ou estes setores, prevalentes que são, têm a tecnologia como apoio. Do mesmo modo lhe interessa de perto a bioquímica, como base científica de entendimento dos processos íntimos que se desenvolvem em vida e após a captura do pescado, no abate de animais, ou nos ovos, e ainda no mel e derivados, no leite e produtos lácteos. A biofísica por sua vez completa tais conhecimentos. Em realidade, a seleção, a padronização, avaliação das qualidades nutritivas, verificação da atuação dos agentes químicos no tratamento dos produtos e o controle químico como todo, são exigentes do aprofundamento maior em análise química e daí maior atenção a esta matéria no currículo da medicina veterinária. Não lhe faltam ainda conhecimentos básicos para o controle de qualidade, ou sua interpretação, sob o ponto de vista químico ou microbiológico. É justamente em vista de tais fatores e desse conjunto de conhecimentos, ou de domínio exercido em parcela prevalente e básica do setor, que se indica o médico veterinário para exercer, também, atividades no domínio da indústria animal ou da tecnologia dos produtos de origem animal. A tecnologia, num sentido amplo, significa a técnica aplicada com base em conhecimentos científicos, e não se trata de outra coisa quando o Médico Veterinário Tecnologista pretende contribuir para a transformação em bases científicas de matérias primas em produtos de maior utilidade e valor. A função de inspeção higiênico sanitária, tecnológica e fiscalização dos produtos de origem animal, como pescado, carnes, leite, ovos, mel e seus derivados, é privativa do Médico Veterinário, atividades e funções reconhecidas nacional e internacionalmente. Neste sentido, não se pode prescindir, nas atividades profissionais Inspetores de Produtos de Origem Animal, do necessário conhecimento e experiência em enfermidades transmissíveis pelos alimentos (ETA) de origem animal, com vistas à defesa e proteção da saúde pública, reunindo através do conhecimento de padronização, classificação, beneficiamento e manipulação, composição e formulação, controle e fiscalização dos aditivos químicos e coadjuvantes, dos resíduos biológicos, radioativos, controle de fraudes e de adulterações, tecnologia da conservação, entre outros. Estas atividades que, por sua natureza, importância e implicações técnicas, específicas e inerentes as funções de inspeção e controle de produtos de origem animal não podem, como não devem, estar afetadas a outros profissionais. Não só pela tradição, como também pela formação técnico-científica do profissional Médico Veterinário, alinhado aos dispositivos legais que de forma cristalina, não deixam dúvidas sobre o exercício das atividades de inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos de origem animal em todas as suas fases, pelo Médico Veterinário e consciente do espírito democrático emanados desta Casa Legislativa, solicitamos o arquivamento do Projeto de Lei. Cordialmente, Prof.Drª. Sibelle Ferrão Presidente do Colégio Brasileiro de Médicos Veterinários CBMVHA Rua Torres Homem, n° 475 – Bairro: Vila Izabel Rio de Janeiro – RJ www.cbmvha.org.br

MEUS OITO ANOS

Meus oito anos ´Casimiro de Abreu Oh ! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras, À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor! Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Ah ! dias da minha infância! Oh ! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã! Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, -Pés descalços, braços nus -Correndo pelas campinas À roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis! Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar; Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo, Adormecia sorrindo E despertava a cantar! Oh ! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras, À sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais! .

PERFIL DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO

PERFIL DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO 09:31 AM, 21/2/2010 0 comentários.. Link O ATUAL PERFIL DOS SERVIDORES PÚBLICOS NO PAÍS. Wanderley Mendes de Almeida para AFAMA_RJ O servidor público tem que ser respeitado por todos os cidadãos deste país, para muitos, foi criada uma imagem distorcida do servidor, principalmente dos que gozam de estabilidade. Quantas e quantas vezes, o termo que o servidor não gosta de trabalhar ou emperra o dia-a-dia do contribuinte, nós ouvimos. O que ocorre é que, como em toda profissão, há bons e maus profissionais e, quando um servidor erra, o erro dele fica mais exposto do que de qualquer outro tipo de profissional, pois a cobrança de imediato é de toda a sociedade.Um país do tamanho do Brasil e com as estruturas da máquina pública, é fundamental o trabalho dos servidores públicos em qualquer das esferas.Hoje, o perfil de quem atua no serviço público também mudou, se for levado em consideração como era antes. O servidor público, na maioria das vezes, não se trata mais de pessoas apadrinhadas a poderosos que estão na função em troca de favores. Nos dias atuais, o servidor é um técnico altamente capacitado e, quase sempre, com formação sólida nas melhores escolas do país e, mesmo quando chega ao serviço público, grande parte se especializa ainda mais. Para vermos que isso é verdade, basta analisarmos o volume de candidatos a cada concurso que é aberto para preenchimento de cargos públicos. São concorrências mais disputadas que as dos maiores concursos de vestibular do país, com o da USP, ITA, Unicamp, entre outros. Porém, como já foi dito anteriormente, como em todas as áreas têm maus e bons profissionais. Por outro lado, o bom servidor, às vezes, não é valorizado. Mas nós temos a vantagem de, hoje, sabermos como os mecanismos evolutivos acontecem, e por que determinados grupos têm mais sucesso que outros. Agora é mãos à obra, utilizando a nossa força para nos unirmos, pois é dessa união que virá a nossa força. Participem de sua associação e sindicato.

ESPERANÇA

Esperança Mário Quintana Lá bem no alto do décimo segundo andar do AnoVive uma louca chamada EsperançaE ela pensa que quando todas as sirenasTodas as buzinasTodos os reco-recos tocaremAtira-seE— ó delicioso vôo!Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,Outra vez criança...E em torno dela indagará o povo:— Como é teu nome,meninazinha de olhos verdes?E ela lhes dirá(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

UM BRINDE ÀS LETRAS

UM BRINDE ÀS LETRAS DIVERTIDO E DESPRETENCIOSO, GUIA DE DRINQUES REÚNE AS RECEITAS PREDILETAS DE ESCRITORES NORTE-AMERICANOS , ALÉM DE FRASES E TRECHOS DE SUAS OBRAS TEXTO DE kÁTIA CALSAVARA (transcrição parcial do texto original ) REFRESCANTE E IMORTAL Imortalizado em Havana , capital de Cuba , o mojito e o daiquiri e eram os drinques prediletos de Ernest hemingway ( 1899-1961).No entanto , o primeiro é o mais associado ao romancista e contista, que gostava de apreciá-lo no bar e restaurante cubano La bodeguita Del medio. O própio autor de O sol Também se levanta ( 1926) , Por Quem os Sinos Dobram ( 1940 ) e o Velho e o Mar , entre outros , costumava contar que o drinque foi criado inicialmente pelo almirante inglês Sir Francis Drake. Com uma mistura de rum e fôlhas de hortelã maceradas , ele pretendia amenizar o mal-estar de seus marinheiros que sofriam com problemas respiratórios . Mas foi no bodeguita del mdio que foram acrescentados suco de limão,gelo picado e xarope simples à bebida. para Hemingway, "Um homem não existe até que fique bebado". SIMPLES ASSIM Depois de conquistar o sucesso internacional com o romance de não ficção A Sangue Frio ( 1966). O excêntrico escritor Truman Capote ( 1924-1984) se dedicou ainda mais à vida de festas , luxos e muito álcool. Ele costumava dizer que "esta profissão é uma longa caminhada entre um drinque e outro". Sua bebida preferida , o screwdriver , a qual chamava de "meu drinque laranja"., é das mais simples: uma mistura de vodka e suco de laranja fresco em um copo de gelo. ENTRE UMAS E OUTRAS Eu sempre queria beber quando havia alguèm por perto. Quando não havia ninguèm por perto , bebia sozinha. " A frase do romancista e contista jack London ( 1876-1916 ), autor dos best-sellers O Chamado Selvagem ( 1903) e Caninos Brancos ( 1906), entre outros , reflete o espirito boêmio do autor London teve infância e adolescência turbulentas . O que se refletiu em sua vida adulta, marcada por diferentes tipos de subempregos antes de se tornar escritor . Também foi marinheiro e , como muitos lobos do mar , era fâ de um bom rum. Para os autores deste guia de drinques , a bebida que melhor representa a figura de London é o coquetel Bacardi- feito com o destilado que é produzido em Cuba, Porto Rico e brasil , entre outros países , suco de limão taiti e grenadine ( xarope de româ , sem álcool , muito utilizado no preparo de drinques ). Esse ingrediente dá cor vermelha intensa ao coquetel e um leve sabor adocicado. À MARGEM DA VIDA Autor de A Margem da Vida ( 1945) e Um Bonde Chamado Desejo ( 1947), duas de suas peças mais premiadas e reconhecidas pelo mundo , o dramaturgo e contista Tennesse Williams ( 1911-1983) gostava de passar horas " bebericando" seu ramos fizz. Drinque criado em New orleans no começo do século 20 , leva gim , creme de leite fresco , suco de limão taiti , suco de limão siciliano , xarope simples , clara de ovo e club soda ( água gaseificada naturalmente ou com a ajuda de um sifão ) e cinco gotas de água de flor de laranjeiras- essência que se obtém ao macerar as flores. Para fazer o ramos fizz, é necessário bater fortemente todos os ingredientes , menos o club soda , em uma coqueteleira durante três minutos ! Williams costumava dizer que assistir à preparação do drinque era tão divertido quanto bebê-lo Ingredientes: . 60 ml de gim,30 ml de creme de leite fresco,15 ml de suco de limão taiti,15 ml de suco de limão siciliano,30ml de xarope simples,5 gotas de água de flor de laranjeira , 1 clara de ovo,club soda. modo de preparo: coloque todos os ingredientes menos o club soda , em uma coqueteleira cheia de gelo. Bata fortemente por tr~es minutos completos. Coe para um copo highball ( copo alto ) gelado ( sem gelo 0. Complete com um pouco de club soda.

A MEDICINA VETERINÁRIA NO MUNDO

A Medicina Veterinária no Mundo Período ante-escolar • Alta antiguidade - as origens da Medicina Veterinária e a sua prática (povos da Ásia Ocidental - Egípcios, Hebreus, Medas e Persas). • Antiguidade clássica - a Medicina Veterinária aplicada pelos Gregos, Romanos e Bizantinos. • Idade média - estudo da Medicina Veterinária usado pelos Árabes. • Renascença - período de grande desenvolvimento da Medicina Veterinária, séculos XV e XVI, aparecimento de livros, tratados e conceitos. Período escolar - após a criação da 1ª Escola em 1763 - Lyon/França • Empírico - educacional que vai desde a fundação da Escola de Lyon até meados do século passado - Veterinária considerada como uma arte. • Educacional - o científico. A Medicina Veterinária desenvolveu-se com o crescimento das ciências biológicas. Meados do século passado, até hoje. Não mais uma arte, e sim como uma ciência. Fundação da Primeira Escola de Medicina Veterinária no Mundo • 1740 - Claude Bourgelat, Advogado e Diretor da Academia de Equitação de Lyon (França), tenta transformar esta Academia em Escola de Medicina Veterinária. • 1761 - Rei Luiz XV, premiou Bourgelat com um Decreto, autorizando a criação de uma Escola para o tratamento das doenças animais - Instituição Privada. • 1763 - Com 6 alunos, em uma modesta pensão em Lyon, Bourgelat criou a 1ª Escola de Veterinária do mundo. A Medicina Veterinária no Brasil Fatos significativos que marcaram o início das Escolas Veterinárias a partir da década de 1910: • Trabalho do Tenente Coronel Médico Dr. Moniz de Aragão, auxiliado pelo Dr. Vallée, debelando surto de mormo em eqüinos na Guarnição Militar no Rio de Janeiro. • Vinda de Missões francesas e belgas - influência decisiva na criação das primeiras escolas. • Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária - Rio de Janeiro - Criada em 1910 - 1ª Turma formada em 1917: Taylor Ribeiro de Mello, Jorge de Sá Earp, Antonio Teixeira Vianna e Moacyr Alves de Souza. • Fatos significativos que marcaram o início das Escolas Veterinárias a partir da década de 1910: • 1914 - Inaugurada a Escola de Veterinária do Exército em São Cristóvão. • 1919 - Criada a Escola de Medicina Veterinária da Diretoria de Indústria Animal de São Paulo, hoje Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo. • 1936 - Criada a Escola Fluminense de Medicina Veterinária, hoje Escola de Veterinária da UFF. Especialidades – Privativo do Médico Veterinário • Direção e fiscalização do ensino da Medicina Veterinária • Direção dos hospitais para animais • Prática da clínica em todas as suas especialidades • Assistência técnica e sanitária aos animais sob qualquer forma • Defesa sanitária animal - planejamento e execução. • Direção técnica sanitária dos estabelecimentos industriais, comerciais, de finalidades recreativas, desportivas ou de proteção de animais ou produtos de origem animal. • A inspeção e a fiscalização sanitária, higiênica e tecnológica de estabelecimentos industriais, a indústria pecuária, englobando a produção, manipulação, armazenagem e comercialização de todos os produtos de origem animal. • A peritagem sobre animais (identificação, defeitos, vícios, doenças, acidentes e exames técnicos em questões judiciais). • Perícias, exames e as pesquisas reveladoras de fraudes ou operação dolosa em animais inscritos em competições desportivas ou nas exposições agropecuárias. • O ensino, a direção e o controle dos serviços de inseminação artificial. • A regência de cadeiras ou disciplinas médico-veterinárias e a direção das respectivas seções e laboratórios. • A direção e a fiscalização do ensino da Medicina Veterinária e do ensino agrícola médio, onde a natureza dos trabalhos tenha por objetivo exclusivo a indústria animal. • A organização dos congressos, comissões, seminários e outros tipos de reuniões destinados ao estudo da Medicina Veterinária e assessoria técnica ao Ministério das Relações Exteriores (problemas relativos à produção e à indústria veterinária). Especialidades – Competência do Médico Veterinário • Pesquisas, planejamento, direção técnica, fomento, orientação e a execução dos trabalhos relativos à produção animal, indústrias derivadas e às de caça e pesca. • Estudo e aplicação de medidas de saúde pública relativos às doenças de animais transmissíveis ao homem, dentre elas a tuberculose, brucelose , cisticercose etc... • Avaliação e peritagem de animais para fins administrativos de crédito e de seguro. • A padronização e a classificação dos produtos de origem animal. • A responsabilidade pelas fórmulas e preparação de rações para animais e a sua fiscalização. • Pesquisas e trabalhos ligados à biologia geral, à zoologia, à zootecnia, bem como à bromatologia animal. • Defesa da fauna, especialmente o controle das espécies animais e silvestres e os seus produtos. • Estudos e a organização de trabalhos sobre economia e estatística ligados à profissão. • Organização da educação rural relativa à pecuária. Regulamentação da Profissão Lei nº 5.517/68 Dispõe sobre o exercício da profissão de médico veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. Decreto nº 64.704/69 Aprova o regulamento do exercício da profissão. Finalidade dos Conselhos Regionais • Inscrever os profissionais residentes em sua jurisdição e expedir carteiras profissionais. • Examinar as reclamações e representações escritas sobre serviços de registro e das infrações da Lei nº 5.517/68. • Fiscalizar o exercício da profissão, punindo seus infratores. • Funcionar como tribunal de honra dos profissionais, zelando pelo prestígio e bom nome da profissão. • Aplicar sanções disciplinares estabelecidas na Lei nº 5.517/68. • Promover perante o juízo da fazenda pública e mediante processo de execução fiscal, a cobrança das penalidades previstas. • Órgão de consulta dos governos da União, dos Estados e Municípios, em todos os assuntos relativos à profissão de Médico Veterinário ou ligados, direta ou indiretamente, à produção ou à indústria animal. • O CRMV-RJ é uma Autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Atividades do Médico Veterinário • Abatedouro e frigoríficos • Laticínios, pescados e outros • Indústria de produtos veterinários • Medicamentos, rações, sais minerais e animais • Estabelecimentos que industrializam e comercializam rações, concentrados, ingredientes e sais minerais • Planejamento, consultoria veterinária e zootécnica • Feiras, exposições e leilões • Estabelecimentos de reprodução animal • Ovos e larvas de bicho da seda • Fazendas e criatórios • Zoológicos, criatórios de animais silvestres (científicos, profissionais de espécies nativas ou exóticas) • Hospitais, Clínicas, Consultórios e Ambulatórios • Ensino e pesquisa JURAMENTO DO MÉDICO VETERINÁRIO Sob a proteção de Deus PROMETO que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao Código de Ética, sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos em benefício da prevenção e cura de doenças animais, tendo como objetivo o Homem. E prometo tudo isso fazer, com o máximo respeito à ordem pública e aos bons costumes, mantendo o mais estrito segredo profissional das informações de qualquer ordem, que, como profissional tenha eu visto, ouvido ou lido, em qualquer circunstância em que esteja exercendo a profissão. Assim o prometo. Código de Ética • Princípios fundamentais • Deveres profissionais • Direitos do médico veterinário • Comportamento profissional • Responsabilidade profissional • Relação com os colegas • Sigilo profissional • Honorários profissionais • Relação com o consumidor e seus serviços • Relações com o animal e o meio ambiente • Responsabilidade Técnica • Relações com a justiça • Publicidade e trabalhos científicos • Infrações e penalidades